sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Eu ouvi dizer que em noites assim, tudo pode acontecer...
Noite de Natal. Ela olhava pela janela e via neve. Era o natal que ela sempre desejou, igual aos filmes, com neve, casas enfeitadas e tudo o que tudo o que o natal tinha direito. Era seu primeiro natal naquele pais, naquela cidade,naquela vida. Ela também via seus vizinhos pela janela, todos comemorando, comendo, rindo, com arvores de natal lindas e enfeitadas, trocando inumeros presentes, era tudo tão bonito, como nos sonhos dela.
Mas ela não fazia parte desse natal. Embora fosse tudo como nos seus sonhos, ela só olhava pela janela, pois dentro da sua casa não via nada disso.
Nenhuma luz acesa, talvez para que os vizinhos pensassem que estava comemorando o natal em outro lugar e não sozinha. Havia apenas as timidas luzes coloridas da sua pequena árvore no canto e debaixo da árvore, o presente que sua mãe mandou, ela não tinha aberto.
Desejava ter alguem com quem comemorar o natal, colocar uma roupa especial, enfeitar a casa, e fazer uma linda mesa para a ceia. Mas, a familia estava em outro país, fazia pouco tempo que se mudára, e não conhecia muita gente. Tinha deixado alguem qual gostava muito.
A unica companhia que tinha nesta noite, era a taça e a garrafa que continham vinho, qual ela bebia, coisa que fazia raramente.
Ela tinh dó da propria situação, não aguentava mais olhar pela janela... Decidiu sair, dar uma volta pelo bairro, não ia encontrar ninguem conhecido mesmo.
Foi andando, pelos gramados visinhos, ninguem olhava, todos estavam muito felizes para olhar lá fora.
Parou em uma loja de conveniência, que como imaginava estava vazia... O atendente quase dormia. Comprou um chocolate, achando que isso a faria um pouco mais feliz talvez.
Sentou em um banquinho na frente da loja, se encolhia com o frio, não passava ninguem.
Mas alguem apareceu, como uma magica, um estranho.
O estranho que a convidou para brincar na neve. Que comprtilhou com ela um pacote de batatas fritas, e um refrigerante, como se fosse a melhor ceia do mundo. O estranho que passou a noite de natal ao seu lado, que viu o sol nascer com ela. Que fez ser uma noite especial, e feliz.
O estranho que ela nunca mais viu. E ela nem perguntou o seu nome...
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