"O tempo que temos, se estamos atentos, será sempre exato"
-Caio F.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O jogo do contente

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"[...]
-Que coisa esquisita Miss Pollyanna! A senhorita fica contente de tudoo que acontece! - Observou a criada lembrando das cenas do quartinho.
A menina sorriu.
-Pois é do jogo, não sabe?
-Do jogo? Que jogo?
-O "jogo do contente", não conhece?
-Quem é que botou isso na sua cabeça menina?
-Papai. Papai explicou-me esse jogo, que é lindo - disse Pollyanna - Em casa brincavamos disso, desdequando eu era assinzinha. Depois ensinei-o às damas da Auxiliadora e elas também brincavam de ficar alegres.
-Como é? Eu não entendo muito de jogos.
Pollyanna sorriu de novo, porém com um suspiro, a sua face sombreou-se.
-Começou com umas muletas que vieram na barrica do missionário.
-Muletas??
-Sim, muletas. Eu queria uma boneca e papai havia escrito que a mandassem, mas quando a barrica chegoum, não havia boneca nenhuma dentro, e sim um par de muletinhas para criança. Foi então que o jogo principiou.
-Mas nao vejo nenhum jogo nisso - disse Nancy quase irritada.
-Oh, o jogo é encontrar em tudo, qualquer coisa para ficar alegre, seja lá o que for. -explicou Pollyannacom toda a seriedade- E começamos com as muletinhas.
-Eu não vejo como se possa ficar alegre de encontrar muletas em vez de bonecas. Não entendo.
A menina bateu palmas.
-Pois ai está o jogo! Eu também não via no começo e papai teve de explicar-me.
-Pois então me explique o que ele lhe explicou.
-Sim. Fiquei alegre justamente porque não precisava delas -gritou Pollyanna exultante - Veja como o jogo é fácil quando se sabe.
- Que esquisitice!-Exclamou Nancy olhando para a menina ressabiada.
-Esquisitice nada! É lindo! -afirmou Pollyannatoda entusiasmada. [...]"

(Pollyanna.- Eleonor H.Porter- Pg.30-31)

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