segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Cego seu coração
Estava prestes a desconsiderar que batia um coração dentro de si. Se tornara nos ultimos tempos tão fria, egoista, indiferente, individualista, como nunca.
Já não ligava para o que os outros sentiam, se sofriam, se gostavam dela ou não. se alguem realmente sentia sua falta, se alguem precisava de ajuda. Se a procurassem, ela tentava ajudar, mas não se importava se havia conseguido ou não.
Ela não se preocupava, muito menos se culpava se era o motivo o motivo do sofrimento de alguem. Antigamente ela sofria horrores por saber que causava tal sentimento, agora não, no maximo se afastaria.
Na verdade,ela não queria se aproximar muito das pessoas. A garota, que sentia tanto a falta de amigos e amores, agora não demontrava sentimentos, talvez pra não mostrar quem ela era.
Não sentia necessidade como antes de alguem pra amar, como nos livros e filmes. Alguns se apaixonavam por ela, mesmo com todas as barreiras que ela impunha. Ela não fazia nada, simplismente ignorava
Há muito tempo não deixava-se sentir amor, emoção, ou qualquer coisa do gênero.
Ela amava (exclusivamente e incondicionalmente) uma meia duzia de pessoas que a cercavam desde sempre, mas até por elas, só sentiria algo em casos extremos.
Manipulava, muito bem, tudo e todos. Planjava e fazia com que os outros fizessem exatamente o que ela queria.
Estava em um periodo, longo periodo, onde nada lhe faria efeito. Seu coração? Estupefado, dopado, congelado...Ela não sabia se ele existia.
Não sofria, sorria quase o tempo todo. Um sorriso sem alegria é verdade, mas pra ela nada importava, muito menos a verdade. Chegou a duvidar se era humana, se estava em estado vegetativo...
Até que um dia, vendo seu irmão triste chorou. Vendo uma amiga, seus olhos encheram de lagrima. Voltou a sorrir sozinha enquando caminhava pela rua,e sorria com vontade. Sua face muita vezes queimava de vergonha. Ela olhava pra quem passava. Se emocionava! As coisas afetavam ela!
As borboletas voltaram, e ela as via frequentemente.
Voltava a ser como antes... Guardaria um pouco do que achava bom no seu periodo "vegetativo" para usar em horas que o sofrimento fosse extremo ou futil. Se sentia bem em se sentir triste e alegre novamente, por sentir alguma coisa!
Porque ela não queria só respirar... Ela queria viver!
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